Então deixei. Deixei que as ondas me levassem para o fundo, o fundo profundo, onde eu não conseguisse mais nem saber quem era eu mesma. Deixei-a arrancar tudo de mim, como um tsunami. Precisava disso. Esperava mesmo pelo dia em que as ondas arrastariam tudo de mim e levariam tudo embora para o mais profundo abismo. E quer saber? É lá mesmo que eu quero que elas fiquem, enterradas entre os tantos corais, no mais profundo que o profundo possa ser. A vida se renova a cada manhã e as minhas dores só me faziam mancar para caminhar. Deixei que as ondas levassem tudo de mim, mas agora eu começo do zero e posso finalmente viver uma nova história, em uma nova página e em um novo livro, porque o outro eu deixei que afundasse junto com a maré.
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
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