Ando numa carência constante. Carência de afeto, de conversas soltas no vento, de palavras de conforto, de apego e de abraços. Eu olho ao redor e não vejo mais nada que possa me fazer pensar que as coisas um dia irão melhorar. É tanta falta de carinho, é tanta gente se interessando pela futilidade, por coisas tão passageiras.
Eu gosto mesmo é das coisas simples, como o por-do-sol, das aves gorjeando, a brisa leve em um dia de primavera. Eu gosto é das conversas sinceras, dos sorrisos marcantes e dos olhares profundos. Gosto quando as pessoas demonstram de verdade o que sentem, sem medo dos olhares subsequentes. Eu gosto é da sinceridade. Da simplicidade de tudo. (Vamos ser sinceros, as coisas quando são muito enfeitadas sempre escondem algum defeito, sempre são exageradas para não revelar algo mais impactante.). Por essa falta de verdade é que me encontro aqui, sozinha, conversando com meus próprios pensamentos, na esperança interminável de ser entendida, compreendida e de fazer com que cada palavra que saia de dentro possa refletir a inconstância em que me encontro. Espero pelo dia em que os buracos esculpidos dentro de mim possam ser preenchidos e que enfim eu possa acabar de uma vez com essa carência que me destrói e me faz ser o que não sou, até que ela se torne remota.



0 comentários:
Postar um comentário