E cada noite me trazia uma lembrança sua. Eu olhava para as estrelas e lembrava que você tinha dado o meu nome a uma delas. A lua estava tão linda, tão grande, tão perto. Eu agora lembrava dos nossos momentos sentados ali na varanda, o balanço se movendo lentamente e as suas mãos me envolvendo na altura da cintura. Quando seus lábios tocavam os meus, todo o meu corpo se arrepiava e cada junta minha estremecia. Era surreal. Você me contava suas histórias e eu prestava atenção como uma criança ouvindo contos de fadas de seus pais. Eu adorava o jeito como você se expressava, o jeito como gesticulava, como a sua boca se movia. Eu adorava cada parte do seu corpo, eu adorava o seu cheiro, adorava a maneira como me olhava (de um jeito quase que como se soubesse cada pensamento meu, e sabia que estava em cada um deles), eu adorava como você penteava o cabelo, ou como não penteava, pois estava quase sempre meio bagunçado. Eu adorava você. Eu te amava. Tudo estava tão bem entre nós, até o dia em que recebi sua carta me dizendo pra esperar, que você precisaria partir e me deixar por um tempo, mas prometera que iria voltar pra mim, para os meus braços. Eu não entendia nada. Apenas confiei. A pior coisa que fiz em toda a minha vida: acreditar e amar tanto alguém. Um recado: continuo a esperar…
quinta-feira, 29 de março de 2012
Assinar:
Postar comentários (Atom)



0 comentários:
Postar um comentário